Contando Um Conto

Em um mundo muito parecido com nosso, porém tão distante em tempo que os homens de hoje talvez nem se lembrem, um mundo onde magia era comum e o incomum é ser igual, vivia Princesa Aline, mas pra entender o final, é preciso começar do inicio.
  Este Mundo se chamava Florés, era divido em quatro continentes: Calêndula, lugar das grandes geleiras, lar de monstros tão brancos que chegam a ser imperceptíveis aos olhos, como se fossem invisíveis ao gelo, poucos humanos se arriscam a viver lá, aos que habitam, vivem em constante perigo. Não tão longe vinha o continente de Bonnetia, com clima mais ameno e forte em agricultura e criação de animais, não havia muitos historias dali, pessoas reservadas e reinos considerados por muitos, de no mínimo estranhos, o Terceiro continente era Brómelia, se tinha uma vida difícil, onde o sol parecia tornar o deserto que ocupava metade de tudo, tornavam as viagens de qualquer ser, como se fossem inacabáveis, por lá diziam ter dragões em tocas no chão, que mais parecia montanhas exalando fumaça ao vento, por fim chegamos ao ultimo continente, onde nossa historia realmente começa.
   Helicônia era o mais populoso continente daquele mundo, divido em cinco grandes reinos, o verde imperava desde grandes campos de mata baixa, onde correm cavalos de fogo, quanto floresta densas onde serpentes maiores e mais antigas que arvores, sabiam tudo que se passava no mundo, diziam alguns que até previam o futuro.
    Era tarde da noite quando Rei Erik, O vermelho, foi chamado a socorrer junto aos seus soldados uma aldeia próxima, estavam sendo atacados por Trolls e não tinham como se defender.

   - Você não precisa correr este risco. - suplicou a Rainha Khaterine. - Nossa filha está preste à nascer e preciso de você do meu lado, seu povo vive bem após a muralha, não é sua obrigação ajuda-los além dela meu rei.

     Com um beijo ele se despediu da mulher, pois ele sempre fora um guerreiro de bom coração, gastava de estar a frente em batalhas, nunca perderá, a não ser aquela noite. Não eram trolls que atacavam aldeia, havia fogo por todo lado, mas não eram monstros que fizeram aquilo, mas sim homens. Naquela noite as chamas foram apagadas pela chuva, o rei foi morto na emboscada e sua filha nasceu, longe em corpo e próximo em espirito, a rainha sentiu a dor do marido e a flecha que atravessou seu coração foi o empurrão que Aline precisava para vir ao mundo...   

Parte 2.

  Foram três longos dias, sem notícia de qualquer guerreiro ou mensageiro, nem um pássaro, apenas o silêncio. Já era o quarto dia de nascimento que o caos se estalou, foi um aldeão a cavalo bastante ferido que chegou em busca de refugio, suas feridas ainda abertas e rosto sofrido.
   A batalha foi narrada a própria rainha, que não chorou, ouvia o relato intacta, sem esboçar em sua face nem uma reação que expressasse fraqueza.

 − E como escapou? – questionou Khaterine friamente.
 − Eu não escapei majestade, me deixaram vir apenas para lhe entregar uma mensagem. – Respondeu o homem.
  
Ela acenou com a cabeça para que ele continuasse a falar, mas sabia que era difícil, servir a alguém que lhe tirou tudo apenas para se salvar era sua maior traição.

− O magnânimo Manfrei, Atual rei de Midas, impõe que se renda ao seu exercito de maneira amigável. – O homem então chorou, voltou a si e continuou. –poupando-lhe tempo e vidas, como sinal de consentimento de sua exigência, ele espera encontrar os portões de Burquis aberto, apenas assim, o povo se beneficiara de sua misericórdia.
    Aquelas palavras não faziam sentido pra ela e ninguém presente na sala do trono, Midas possuía um rei, mas se chamava Faruel, que também tinha uma filha Mira, nunca ouvirá falar deste nome em sua linha de sucessão e ainda por muito menos a Rainha entenderá esta guerra. Os cinco reinos viveram em harmonia desde sempre, cada um em suas terras, tradições e lei, sendo que as palavras do mensageiro não eram validas, não existiria maneira amigável, depois de seu rei ser morto de maneira tão covarde, ela não tinha escolha se não lutar por seu povo e pra vinga-lo.
   Mandou que tratassem o homem e por fim declarou.

− Burquis resistirá a qualquer mau que por está muralha tentar passar, protegeremos nosso povo, ergueremos nossas espadas por tudo que construímos e principalmente por nossas vidas, não baixaremos a cabeça aos nossos inimigos, pois irá de nossas laminas e flechas os aguardam.
   Mas a Rainha não resistiu, o exército de Manfrei era incomum, criaturas nunca vistas, minuses, trolls ao lado de homens e um dragão, onde em suas costas montava um ser humano, que parecia tão cruel quanto às chamas exaladas pela fera e forte como as escamas do animal que voava amedrontando seus oponentes. Ele acompanhou a batalha durante uma semana, sem fazer nem um movimento, era como se não importasse quanto de seus homens iriam morrer, esperava o seu o momento, foi quando o crepúsculo deixava o céu vermelho como sangue, a besta ergueu seu voo, como uma nuvem negra ateou fogo, transformando tudo em ruínas e acabando com qualquer tipo de resistência.
  Enquanto Burquis estava em chamas a sua cabeça Khaterine corria pelo calabouço a procura da sua ultima ajuda. Ao encontrar a sela, uma mulher estava jogada no chão, fedendo e em trapos rasgados.

− Venha comigo! – Ordenou.

    A mulher que o acompanhou por entre os tuneis e passagens secretas era Angelina, uma feiticeira, seria a única capaz de levar Aline sua filha de quatro dias, pra longe daquele massacre. Um lugar longe do perigo, inabalável, pelo mundo exterior, onde ninguém alcançaria a pequena princesa.

− Mas nem um ser humano sem magia pode chegar a grande arvore! – Angelina informou a rainha. – Tão pouco eu.

− Mas Aline não é humana, basta olhar em seus olhos.

#LeisMaiores
I – Apenas Mulheres.
XI – Suas crias são prioridades, pois são a propagação da paz na terra.
XIX – Amor é proibido com humanos, será punido com exílio e perda de sua magia.
XXII – O equilíbrio entre os seres é sua única preocupação, não podendo interferir em seus assuntos e batalhas, a menos que afete a natureza de maneira irreparável.




6 comentários:

  1. Que lindo, fiquei encantada, por favor continue a historia eu estou acompanhando, quero mais.

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    1. A historia já esta finalizada, irei disponibilizar ela em quatro partes, cada parte por semana, obrigado!

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  2. Gostei demais! Bem criativo!
    Conheço a pessoa que inspirou a princesa Aline hahaha

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    1. conhece! personalidade dela vem pelo terceiro texto :)

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  3. Nossa primo, super amei, tô empolgada pra saber o final :)

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