terça-feira, 20 de outubro de 2015

FanFic #Amélia

Está é Amélia, me apaixonei por ela no momento a vi, mulher bonita de beleza comum, sobrancelhas arqueadas, cabelos longos e negros, ondulados como maresia de um rio em uma noite calma, pálida, não tão magra e tão pouco gostosa, seus atributos e curvas era na medida, mas o que mais chamava atenção naquela mulher era sua boca, nossa que boca! Que ficava ainda mais bela com o batom vermelho que segundo a mesma, usava desde que aprendeu a beijar. Sabia se fazer valorizar esteticamente, unhas bem feitas, pelos aparados, sua maquiagem era nada mais que o necessário, uma ótima esposa, lavava e passava roupa como ninguém, seu tempero era elogiado, boa mãe, conseguia manter seus filhos tão limpos quanto sua casa, não possuía, mas sim, deveres! Amélia era infeliz...

 CURTA HISTORIA DE AMÉLIA

Ela tinha cinco anos quando seu pai abandonou o lar, deixando a mulher e mais dois irmão ao relento, como a mãe teve que buscar meios de sustenta-los, ela cuidou dos irmãos, venderam a casa e foram morar de aluguel. Começou a estudar com oito anos, não sabia ler e nem escrever o próprio nome, mas reconhecia a letra A, os outros alunos a chamavam de "Aburra" o que dificultou sua aprendizagem.
Com dez anos foi morar com sua vó, era menos uma boca pra mãe alimentar, que era solteira e gastava todo o dinheiro que recebia com rapazes mais jovens que sumiam no meio do mês, deixando elas apenas com pão e água até o próximo pagamento.
     Menstruou com 12, cresceram peitos discretos e firmes, uma bunda e engrossaram as pernas, neste mesmo tempo sua vó se fixou com apenas um homem, era inteligente, ajudava Amélia com os estudos, quando chegou a sétima serie, se tornou seu reforço em cálculo, até que um dia estavam apenas os dois em casa, e mão direita dele passou pra dentro do vestido, ela correu, se trancou no quarto, depois de bater por algumas horas ele disse, " se contar pra sua vó, quebro todos os dentes da sua boca", ela chorou, mas não contou. fugiu de casa quando em outra ocasião ele a estuprou, sem saber onde a mãe vivia, sem amigos, ela apenas caminhou.
     Foi na praça da cidade vizinha que ela dormiu, era quase de manha quando dormiu embaixo de uma arvore, se recusou a dormir a noite, tinha medo, mas o guarda quase a pegou, mas ela correu, não voltaria pra casa de ninguém e foi correndo que ela bateu de frente com aquele que seria seu pai. O novo pai era Max, dono do salão próximo a praça, deu comida ela, deu trabalho e amor, ele era gay e tudo que pedia dela era dedicação, ensinou ela a se comporta, conseguiu por meios ilegais que ela estudasse e lhe deu um nome.

Foi com quinze anos, que ela colocou o maravilhoso batom vermelho, sua boca perfeitamente desenhada, foi quando se apaixonou pela primeira vez, ele era mais velho, porém não a amava, ao menos não como ela o amava, ele gostava de todas as mulheres do mundo, onde ela era segundo ele, apenas mais uma. Chorou por amor quando descobriu as traições, mas não desistiu do amor, antes de se formar, amou mais oito vezes e terminou quando amar já era o bastante, ela não tinha amigas, possuía colegas, tinha apenas uma pessoa a quem confiar, um amigo feio.
   Ele trocou de cidade e ela estava se tornando um maquiadora conhecida, teve mais alguns homens, pelo qual ela não sentia nem um apego.
   Ele voltou, não feio, bonito agora, encorpado e maduro, jantaram e namoraram, ele foi promovido e se casaram. ela não trabalhou, ele queria ela só pra ele, dava tudo que ambos precisavam e deu certo nos dois primeiros anos, ela engravidou e ele se afastou, bateu nela quando bebeu, perdeu o primeiro filho, mas o ela o perdoou, tiveram outros dois filhos, marcos e andré, foi quando eu a conheci, no enterro da sua mãe.
    Quis ela pra mim, mas ela não quis, disse que preferia ser infeliz, estava acostumada!

Fim!

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